7.9.07

SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

(De: Vinicius de Moraes)
A pedido de: Zé Maria.

mtcfreitas    21:37 — Arquivado em: Sem categoria
4 Comentários
  1. A-R-R-A-S-O-U !!!!
    To sentindo uma onda mei depressiva nesses blog´s…

    Comentário por Thaysa — 9.9.07 @ 15:06

  2. Ola mocinha, sim agora entendi tudo !!! rsrsrsr e ai como ta a sua cabecinha ??? melhorou ?? eu te add. no msn mas ainda naum lhe vi on line, mas se quiser conversar desabafa vc pode contar comigo ok ??? um beijão e boa semana

    Comentário por Diogo — 9.9.07 @ 16:59

  3. Nã vou dizer que foi assim, de repente, que veio aquilo que eu neguei tão veementemente… (Rimou! hehehe)
    Mesmo porque eu não gosto muito de ser óbvio, como o sou na maior parte do tempo… (Capsioso, isso…)
    De qualquer forma, a guerra tem o habito de ser chamada predecessora da paz… hehehe

    Beijos!

    Comentário por Jônathas — 10.9.07 @ 18:30

  4. Num falei que era bom?!
    =)
    Adoro!

    Comentário por Zé Maria — 12.9.07 @ 1:08

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