20.9.07

OK. EU DESISTO!!

Desisto de tentar entender como é que fui parar aqui. Desisto de procurar saber as respostas para tudo. Desisto de ser sempre sincera com as pessoas. Desisto de esperar que me dêem algo em troca, seja uma palavra, seja um carinho, seja apenas um olhar. Desisto de ser aquilo que não sou apenas para que as pessoas se sintam felizes com a minha presença. Desisto de acreditar que as coisas poderiam ser diferentes, e que eu poderia mudar o mundo. Desisto de satisfazer as vontades dos outros.
Ok. Eu desisto!
Desisto de esperar que as coisas fossem prefeitas. Desisto de querer ver todos felizes. Desisto de me entender como ser-inacabado. Desisto de comentar bobagens para fazer sorrir alguém. Desisto de ter esperanças nas pessoas. Desisto de acreditar em reciprocidade social. Desisto de querer agradar. Desisto de lutar por meus objetivos, ou de impôr minhas idéias.
Vou viver na desistência e na pacificidade da monotonia se é assim que as coisas são mais fáceis. O mundo está se modernizando, e eu desisto de me contrapor à esta modernidade. Desisto de me preocupar com o meu futuro. Desisto de acreditar na mudança interior daqueles que não encontram um motivo para seguir em frente. Desisto de conversar com aqueles que precisam ouvir, ou ouvir aqueles que precisam desabafar.
Será que deveria desistir de ser diferente de todo mundo, também? De ter vontades, de querer ser ouvida? De ter opinião, de ter minha própria filosofia de vida? Será que eu tenho que desistir de fazer aquilo que acredito porque as pessoas e o mundo ao meu redor, simplesmente, não pensam como eu? Será que se eu desistir, desistindo como todas as outras pessoas que desistiram, elas vão gostar de mim? Será que só pelo fato de eu desistir de acreditar num mundo melhor, estarei mais satisfeita com ele? Será que só assim, desistindo, vou me sentir inserida no mundo, num grupo de estudos, numa equipe de trabalho ou em um círculo de amigos? Mas, se eu desistir de mim, desistir daquilo que me faz viver, daquilo que acredito, o que será desta Raquel que todo mundo conhece, que alguns estimam, outros odeiam?
Quer saber? Eu desisto!
Desisto, principalmente, de tentar mudar a opinião dos outros sobre mim. Caramba eu sou assim. Gostem vocês ou não. Não sou bilhonária, não sou modelo, não sou atriz, embora precisaria ser tudo isso, as vezes. Não sou um modelo a ser seguido, sou apenas "EU". E me sinto satisfeita por isso. Depois de desistir de desistir, é que percebo que é difícil agradar a todos. Que seria chato demais, e até errado, pensar como outras pessoas. Eu praticamente perderia meu "eu" e seria um cópia exata do seu "eu", ou do "eu" de todo mundo. E, sinceramente? Isso seria ruim demais para mim!
Então… Eu desisto de desistir de tudo!

Pois… "Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!" Vou mudar conforme meus conceitos. Não me rotule, não me diga o que fazer, aonde ir, o que falar! Eu tenho o meu "eu" muito vivo dentro de mim. E por isso desisto de ser influenciada e manipulada por pessoas que ainda não enxergaram que não somos nós que temos que nos adaptar, e sim que há uma afinidade entre as pessoas, e essa adaptação entre elas, ocorre naturalmente. Não é algo imposta! Quando você entender isso, me entenderá!

mtcfreitas    16:27 — Arquivado em: Sem categoria
6 Comentários
  1. Pois eu só não desisto da minha diferença, minhas digitais.
    Por isso ainda digito, desisto, fiel ao ontem melhor que hoje, que é melhor que amanhã.

    Comentário por verbovariovirtual — 20.9.07 @ 16:51

  2. Vc perguntou se fui eu, a resposta é Sim!

    Pelo menos li (sem desistir), e você?

    Comente-me!

    bjnhos

    Comentário por verbovariovirtual — 20.9.07 @ 17:29

  3. Hoje eu estou inspirado a outros tipos de textos, mas devo dizer, sinceramente, que o mundo teria muito prejuízo se todos fossem iguais e, assim, você deixasse de ser o que é!
    Sei que você sabe disso!

    Agora me pergunto o que desistir significa para você… Será que é apenas largar mão? Deixar como tem de ser?
    Se for, então você pode não saber, mas nunca desistiu realmente de nada!

    Comentário por Jônathas — 20.9.07 @ 22:38

  4. hehehe…

    E qual a graça da vida, se eu não posso complicaa vida dos outros???

    Eu sou assim, você sabe, um meio-intelectual cujo maior propósito na vida é fazeros outros pensarem muito em coisas que podem ser dicernidas fácilmente!

    Beijos!

    Comentário por Jônathas — 21.9.07 @ 18:59

  5. OI…

    ^^

    Comentário por Soraya — 23.9.07 @ 15:05

  6. Grato por seus comentários, devo dizer que, de fato, eu não quis ser irônico, mas costumo ser crítico. Por isso, do que pude ler do seu blog, apesar do incentivo (q vc bem merece) notei uma ou outra desatenção - p ex, Autopsicografia, de Pessoa, citado corretamente em seu perfil, em outro momento é atribuído a V. de Morais.
    Acho que não faz mal a quem tem talento, como vc, evitar que a correria diária prejudique o rigor literário.
    Quero tbém pedir sua opinião sobre meu Autoespelhografia - intertexto com Pesso e nosso A. dos Anjos.

    Com admiração: Wanderlei

    Comentário por verbovário — 25.9.07 @ 16:13

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