18.10.07
CONSCIENTIZANDO
Ter de andar pelas ruas com medo da própria sombra.
Ter de esconder objetos de valores nos compartimentos secretos da roupa.
Ter de olhar para os lados para atravessar a rua, esperando a melhor hora de dar o primeiro passo.
Se tudo o que precisava era apenas respeito pelo outro.
Delicadezas a parte. Xingamentos inacabáveis. Sirene.
Isso não é vida!
Pessoas que se apóiam em alucinações e sonhos impossíveis.
Pessoas que interrogam a existência de algo poderoso.
Pessoas que interpretam versões quantitativas e se esquecem da qualidade da reflexão.
Martírio. Dúvidas. Cela. Confusão de papéis.
Isso não é vida!
O insucesso do progresso, da ordem, da política, é resquício da falta de dignidade (intra)pessoal.
O sofrimento quisto é reflexo da derrota do valor que se tem para si, ou da falta de decência individual.
A infelicidade na vida é o sentimentalismo revigorado no sabor da existência.
A capacidade de inferioridade está equiparada com o introspecto vital comumente às sobras da esperança.
Isso é vida?
Sei que quem nasceu foi vencedor uma vez.
Mas, a humanidade deu valor a valores errôneos.
Agora quem vive, é herói.
E quem morre com dignidade, conquistou o primeiro lugar.
Qual o futuro do futuro garantido?
Confusão. Discórdia. Insatisfação.
Isso não é vida. É regresso.
E regresso é tudo aquilo que não se quer prosperar.
Minha culpa? Sua culpa? Nossa culpa.
Se debatêssemos menos e agíssemos mais…
Com certeza seria alguma coisa.
Mas a consciência do outro não é a mesma que a minha.
Talvez uma atitude fosse o fim, ou talvez o recomeço.
Mas com certeza seria alguma coisa.
Significativa ou não, seria tentativa.
E tentativa, nesta vida onde somos obrigados a viver em comodismo, é luz.
É solução? Quem sabe.
Mas é alguma coisa.
(Por: Raquel Teixeira de Freitas)
mtcfreitas
13:53 — Arquivado em: 

Acho que um professor é um formador de opinião, então o senso critico é fundamental, por isso acho que você conseguiu atingir esse patamar…
parabéns…
beijos
Comentário por Rodrigo — 18.10.07 @ 14:48